Empresas familiares costumam funcionar na base da confiança. O imóvel do pai é alugado para a empresa sem contrato atualizado, a empresa do irmão presta serviços “de sempre” e o fornecedor de vinte anos trabalha com acordo verbal. Esse modelo funcionou até aqui. Com a Reforma Tributária, ele passa a esconder riscos.

Onde está o problema

No novo sistema, o crédito de IBS e CBS depende de documento fiscal correto e da extinção do débito da operação. Preço e tributo passam a ser destacados separadamente. Relações informais, sem contrato escrito ou com contratos antigos e genéricos, não respondem a perguntas que agora fazem diferença no caixa:

Os contratos que merecem atenção primeiro

Formalizar também protege a família

Contratos claros evitam que uma mudança tributária vire conflito entre parentes e sócios. Também organizam a empresa para a sucessão: quem assumir o negócio amanhã vai encontrar relações documentadas, e não combinados que só a geração anterior conhecia.

A Reforma é, portanto, uma boa ocasião para fazer o que muitas empresas familiares adiam há anos: colocar no papel as regras da casa.