Saber que os contratos precisam ser revistos é o primeiro passo. O segundo é organizar o trabalho para que ele não vire uma pilha de documentos sem prioridade. Este roteiro ajuda a sair do diagnóstico e chegar a contratos atualizados.

1. Mapear os contratos

Liste todos os contratos vigentes, inclusive os verbais e os renovados automaticamente. Para cada um, registre valor, prazo, contraparte e regime tributário de cada parte. Muitas empresas descobrem nessa etapa contratos que nem sabiam que existiam.

2. Priorizar

Comece pelos contratos de maior valor, de prazo mais longo e de preço fixo. São eles que atravessam 2027, quando a CBS passa a valer de fato, e o período de 2029 a 2032, quando ICMS e ISS caem gradualmente.

3. Simular o impacto

Com a contabilidade, estime como a carga tributária e os créditos mudam em cada fase da transição. Sem esses números, qualquer negociação vira opinião contra opinião.

4. Revisar as cláusulas

Ajuste preço, reajuste, reequilíbrio tributário, documentação fiscal, pagamento, regime do fornecedor e regras de saída. Nem todo contrato precisa de todas essas mudanças; o peso de cada uma depende do caso.

5. Negociar e formalizar

Leve as mudanças à contraparte com os números em mãos e registre o que for acordado em termo aditivo. Negociar agora, enquanto ninguém teve prejuízo, costuma ser mais fácil do que negociar depois.

6. Padronizar os novos contratos

Crie modelos com as cláusulas atualizadas para tudo o que for assinado daqui para frente. Assim, a empresa deixa de correr atrás do problema e passa a contratar já preparada.

Jurídico e contabilidade juntos

O roteiro funciona melhor quando advogado e contador trabalham lado a lado: o advogado cuida da redação e da negociação, e o contador traz os números que sustentam cada cláusula. Essa integração evita contratos bem escritos com base em contas erradas, e contas certas que nunca chegam ao papel.